Como gerentes dos serviços de alimentação, restaurantes e bares, devem se portar para garantir a prevenção da COVID-19

0
0 Flares Facebook 0 LinkedIn 0 0 Flares ×

A doença COVID-19 é causada pelo vírus Coronavírus SARS-Cov-2, a transmissão do vírus é feita através de superfícies contaminadas ou de pessoa a pessoa, sendo assim as medidas profiláticas recomendadas são: higiene pessoal, higienização das mãos, higienização de ambientes e superfícies e o distanciamento social; visando reduzir as chances de disseminação do vírus.

A pandemia de Coronavírus causou um duro impacto nos serviços de alimentação, bares e restaurantes, os quais estão se reinventando para manter seus negócios ativos no mercado e sobreviver a esta crise sanitária. Muitas empresas estão modificando os seus cardápios, a forma de produzir os seus produtos e impreterivelmente a maneira com que seus produtos chegam até os seus clientes, pois as medidas de isolamento e distanciamento social retirou os clientes dos ambientes físicos das lojas, trazendo um novo cenário.

No cenário antes da pandemia as empresas do ramo alimentício buscavam sempre garantir a satisfação dos clientes com seus produtos e atendimentos, a qualidade dos produtos, o fornecimento de alimentos seguros para consumo, embasados nas boas práticas de fabricação, na qualidade sanitária e na conformidade com os regulamentos técnicos. Essas boas práticas visam diminuir o risco de diversas Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), pois são focadas na higiene, na produção de um alimento ausente de riscos físicos, químicos e biológicos e na qualidade em toda a cadeia de fabricação de um alimento/refeição.

O fortalecimento das boas práticas pode também ser relacionado com a diminuição da contaminação direta da COVID-19, pessoa a pessoa no ambiente de trabalho e nas áreas de manipulação dos restaurantes e bares, pois há duas vertentes para tal associação: a) Colaboradores: aonde as empresas devem proteger os mesmos reduzindo as chances da contaminação, bem como evitar que eles sejam disseminadores do novo coronavírus. b) Práticas de higiene: rigor com as práticas já adotadas e, a verificação e avaliação da necessidade de implantação de novas práticas.

Como garantir que estas exigências e práticas estão sendo cumpridas sem pensar no papel fundamental que os líderes e gerentes/gestores destes estabelecimentos desempenham? O que se espera neste momento de crise? Quais competências deve ter um líder em época de crise?

Não são necessários apenas padrões claros de conformidades, de boas práticas de fabricação e manipulação, é necessário um conjunto de atitudes, valores e crenças sobre o ponto de vista de segurança de alimentos, que devem ser compartilhados pelos indivíduos de uma organização (desde a diretoria até o chão de fábrica), e que podem ser evidenciadas através do comportamento de cada indivíduo.

A cultura de segurança de alimentos é desenvolvida através da capacitação de todos os níveis das organizações, bem como de uma liderança com poder ativo e extremamente capacitada.

Qual o papel do líder?

O líder é o responsável por fazer o planejamento estratégico, guiar os passos da equipe liderada, apontar a direção a ser seguida, mostrar a importância da participação e do engajamento de cada colaborador, motivar e valorizar seus liderados por meio de atitudes positivas e transformadoras, manter a equipe otimista em relação à crise, mesmo que ele esteja tão preocupado quanto os seus liderados.

As competências esperadas devem manter o foco nos colaboradores e no próprio negócio; negócio este que também tiveram que se adaptarem as novas necessidades diante ao fato de evitar a disseminação da COVID-19. Dentro muitas possibilidades de soft skills, temos:

  1. A) Tomada de decisão: muitas das vezes a inércia, ou seja, a não tomada de uma decisão pode levar um negócio à falência; ou pode elevar o índice de disseminação da doença.
  2. B) Criatividade: esta é uma crise nunca vivenciada e exige criatividade e inovação para manter o negócio no mercado, ampliando as maneiras com que o seu produto chegue ao cliente, reforçando a maneira de produzir, manipular e entregar alimentos seguros aos clientes mantendo a saúde dos colaboradores e saúde financeira da empresa.
  3. C) Comunicação: esta deve ser clara e transparente em todos os sentidos e em todo o nível organizacional, ou seja, para implantação de um novo processo visando reduzir o risco de disseminação, ou seja, para tomadas de decisões e suas possíveis consequências.
  4. D) Resiliência: definido como a capacidade de se adaptar as mudanças, do indivíduo lidar com problemas, com situações adversas, sem entrar em surto psicológico, encontrando soluções estratégicas e superando as adversidades.

Dentre as competências que um líder deve desempenhar no ofício da sua função no atual cenário, um dos principais desafios é o relacionamento com cliente.

Nota-se que o comportamento dos clientes está mudando ao longo dos anos e, pós pandemia, teremos um novo perfil de clientes, onde eles estarão mais exigentes e inseguros. Com toda a incerteza no ar, é importante comunicar-se com seus clientes e sua equipe com muita empatia.

Ao comunicar-se com os clientes, sobre as medidas adotadas pelo estabelecimento, o responsável deve orientar de forma clara, quais foram as medidas adotadas, novas políticas da empresa para passar por este momento turbulento e acima de tudo comunicar isso de forma que os clientes entendam que todos vocês estão passando por isso junto.

No geral, toda crise é uma oportunidade de superar as barreiras, de romper os limites, de desenvolver novas habilidades, de encontrar novas possibilidades, e devemos lembrar que uma coisa é certa: não há crise que dure para sempre.

Em época de “vacas gordas” até os “menos” preparados se dão bem, e em épocas de “vacas magras” só os “mais” preparados sobrevivem. Utilizando esta metáfora, os serviços de alimentação já foram transformados e só irão sobreviver à crise aqueles que fornecerem produtos/alimentos com qualidade; um alimento seguro, além de serem estabelecimentos com credibilidade e responsabilidade social.

E não há como superar esta crise, evitar a disseminação da COVID-19 com líderes “menos” preparados e que não valorizem a conexão humana; somente os líderes “mais” preparados exercem influência de forma ética e positiva, sobre o comportamento de seus colaboradores; visando a contribuição voluntaria e com muito entusiasmo para alcançar os objetivos da empresa, da organização, do país ou do mundo.

Bureau Veritas lança selo de certificação de protocolos de higiene e limpeza contra a COVID-19.
Certificação Safe Guard é mais uma solução desenvolvida pelo Grupo para apoiar as empresas durante a pandemia e para retomada das atividades com qualidade e segurança.
Solicite uma proposta >

 

 

Referência

NOTA TÉCNICA nº 18/2020/SEI/GIALI/GGFIS/DIRE4/Anvisa sobre a Covid–19

 

Elaborado por

Andreza Ferreira

Nutricionista, especialista em vigilância sanitária de alimentos (Faculdade de Saúde pública – USP) e especialista em segurança de alimentos (SGS Academy). Há 8 anos, atua na área de consultoria e controle de qualidade para estabelecimentos produtores de alimentos, atualmente Consultora Técnica do Bureau Veritas (ITD CDP FOOD)

Raquel Machado

Nutricionista. Auditora Interna FSSC 22000/ISO 22000:2005 para indústria de alimentos e auditora interna APPCC; atuando na área de controle de qualidade e segurança de alimentos há mais de 10 anos, atualmente Consultora Técnica do Bureau Veritas (ITD CDP FOOD)

Compartilhe

Sobre o Autor

Comentários no Facebook